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 Pastoral da Litúrgia

Equipes de Litúrgia: funções e modo de atuação

 Pastoral da Litúrgia

Pastoral Litúrgica é o modo de organizar a comunidade, visando a formação litúrgica, a preparação e a realização de celebrações. Desta definição vamos destacar três palavras:

Organização: a primeira função da Pastoral Litúrgica é organizar a Liturgia que acontece em uma comunidade. Isso tem uma série de conseqüências: é preciso organizar a Pastoral Litúrgica em equipes. Apontaremos três: equipe litúrgica; equipe de celebração; equipe do ministério da música.

Equipe litúrgica tem como finalidade organizar todo o trabalho litúrgico da comunidade: missas, celebrações, horas santas, procissões, celebrações catequéticas, etc.

Equipes de celebração são encarregadas de fazer acontecer a celebração. Trabalham sempre em sintonia com o pessoal da música e com o padre. Se a equipe litúrgica é fixa, ao menos por um período, as equipes de celebrações são variáveis; são constituídas para uma missa ou para alguma celebração. Sempre, contudo, tais equipes devem ser constituídas com antecedência. Não se admite que antes da missa, por exemplo, alguém saia pela igreja à procura de pessoas para fazer leituras, comentários ou coisas do gênero.

Equipe do ministério da música, como o termo já diz, é a responsável pela música nas celebrações. Deve conhecer bem e ensaiar os cânticos periodicamente com a comunidade, estar atenta aos instrumentistas para perceber quem está capacitado a tocar algum instrumento na celebração, providenciar instrumentos e aparelhos de som que ajudem a celebrar bem.

Formação: a segunda função da pastoral litúrgica é a formação. Esta deve ser vista em dois níveis: a daqueles que fazer parte da pastoral litúrgica e a de toda a comunidade.

Quem trabalha com liturgia precisa ter boa formação: Todos os que fazem parte da pastoral litúrgica devem encontrar um tempo para estudar, refletir e rezar. Estudar o que é liturgia, o que é útil fazer ou omitir, o que a Igreja entende com cada uma das celebrações. Junte-se a isso a reflexão e a oração, o crescimento espiritual necessário para quem trabalha na pastoral litúrgica. Não basta ler bem ou cantar bonito; o membro da pastoral litúrgica precisa de espiritualidade para ajudar a comunidade a fazer experiência de Deus por meio da celebração.

Outro tipo de formação necessária diz respeito ao modo de comunicar-se durante a celebração. Por isso, cursos que ensinem técnicas para leitores, cantores, instrumentistas se fazem necessários periodicamente. Noções básicas de postura, tais como o modo de usar o microfone, de andar, de vestir-se, de animar uma comunidade celebrante, são imprescindíveis na formação litúrgica.

A formação litúrgica da comunidade: a formação de toda a comunidade também é necessária. Esta deve acontecer tanto na catequese como na celebração. A catequese pensa em promoção de dias ou tardes de formação para explicar o que significa liturgia, sacramentos, sacramentais e temas assim. Mas ocupa-se também com a catequese da comunidade. É o meio para levar crianças, jovens e adultos a aprender a celebrar liturgicamente.

Mesmo durante as celebrações, existem momentos catequéticos. Se é verdade que não se deve transformar a celebração numa catequese só, é também certo dizer que em alguns momentos ela se faz necessária, principalmente quando ajudar a celebrar melhor.

Preparação: uma das principais tarefas da pastoral litúrgica é a preparação das celebrações. A improvisação não deveria ter espaço em nenhuma celebração da comunidade, nem da parte do padre nem da parte das equipes.

“A celebração é o espelho da comunidade”: quer dizer, uma comunidade organizada, funcional e acolhedora é refletida nas liturgias. Quando, durante as celebrações, ninguém sabe ao certo o que deve fazer, como deve fazer, e isso transparece em forma de confusão, pode Ter certeza de que alguma coisa não está bem na comunidade.

Equipe litúrgica

A equipe Litúrgica é o coração e a ponta de lança no trabalho da pastoral litúrgica. É ela quem assume a dianteira na promoção de tudo aquilo que diz respeito à liturgia na comunidade e, até mesmo, nas mais diferentes atividades pastorais da comunidade. É ela quem está à frente para fazer a Pastoral Litúrgica acontecer.

Folhetos litúrgicos?

Numa tentativa de facilitar as celebrações, algumas comunidades adotam folhetos, livrinhos e outros subsídios em suas celebrações. Do mesmo modo, você pode pensar que é só ler que a celebração acontece. Pior que muitas comunidades agem assim; em vez de celebrar, lêem livros ou , pior ainda, passam o tempo todo lendo folhetos.

Claro que nada disso é celebração. O que os livros litúrgicos trazem, o que folhetos e livretes oferecem são apenas roteiros. Textos que precisam ganhar vida. Textos a serem utilizados numa celebração.

Pastoral do laço. Isso existe?

Existe sim! O triste, o chato é que essa pastoral do laço funciona freqüentemente em muitas comunidades desse nosso Brasil. Em termos de improvisação, a pior de todas, para a liturgia, é a “pastoral do laço”. É o seguinte: quando faltam poucos minutos para iniciar a celebração da missa, por exemplo, alguém sai da sacristia “laçando” pessoas para fazer comentários, leituras e – desespero total! – para entoar os cânticos.

Talvez, uma vez ou outra, alguém “furou” ou ficou doente.... um imprevisto aconteceu. Tudo bem! É compreensível e admite-se que alguém seja improvisado em casos assim. Mas isso deve ser a exceção da regra.

Plano de ação para a equipe litúrgica

Por plano de ação se entende o programa que a equipe litúrgica se dispõe a seguir no decorrer do calendário litúrgico da igreja. Neste plano entra também o projeto formativo litúrgico da comunidade e dos agentes da pastoral litúrgica.

Certamente outros projetos poderão fazer parte de um plano estabelecido a longo prazo. A formação de uma biblioteca litúrgica e o cuidado com a arte litúrgica da comunidade são exemplos de projetos que podem ser colocados em prática com a caminhada da equipe litúrgica, mas a longo prazo.

Um plano baseado no calendário litúrgico

Um meio para bem estruturar a equipe litúrgica é seguir o calendário litúrgico da igreja. Este possibilita organizar todas as atividades da equipe no decorrer do ano. Dessa forma, a equipe litúrgica poderá Ter um plano de ação que cobrirá todo o ano. Saberá de antemão quais as celebrações que deverá preparar, quando fará encontros de formação, com quem poderá contar nas diferentes celebrações que acontecerão durante o ano, quem serão os cantores e assim por diante. Tudo isso com a única finalidade de evitar o improviso que percebemos em tantas celebrações litúrgicas de nossas comunidades.

Um plano de ação junto com o padre

O padre deve ser o primeiro a conhecer o plano e estar ao par de tudo o que foi programado. Aliás, é de fundamental importância que o padre dê seu parecer durante toda a gestação do plano pastoral litúrgico a ser executado na comunidade. Pelo fato de o padre ser quem mais sente a liturgia da comunidade – uma vez que está em contato direto com ela todos os dias –, ele deve ser o primeiro interessado nas propostas e prioridades para a pastoral litúrgica da comunidade. É verdade que o padre tem mil e uma coisas para fazer e precisa estar em mais um reunião, em mais um planejamento. Acontece, e os padres concordam com isso, que este é básico. A igreja insiste categoricamente que a liturgia é o centro de toda a atividade da Igreja. O centro da pastoral da igreja. Não dá para deixá-la de lado. Nem mesmo pensar em fazê-la de qualquer jeito. O esforço do padre para que a liturgia seja bem feita deve existir e ser prioritário.

Mas, se o padre não pode, o plano vai para o lixo? Pode ser que sim, pode ser que não! Sim, se por acaso o padre não der a mínima para o plano e, pior ainda, se o boicotar. Aqui o negócio fica ruço. É quando devem entrar em ação as artimanhas diplomáticas, o diálogo, a conversa sincera para saber o porquê da rejeição ao plano.

Não, se por acaso o padre der liberdade para agir e, de antemão, sustentar, apoiar e até se engajar nele.

De fato, devemos ter presente que muitos padres não têm tempo para participar de todas as reuniões da comunidade. Mesmo assim, confiam no pessoal da equipe litúrgica, dão suas sugestões e fazem seus pedidos. Estão participando. Não como a gente gostaria que fosse, mas pelo menos não são ausentes.

Um plano que envolva toda a comunidade

A comunidade pode dizer algo? Não só pode, como deve dizer algo. Sobretudo, porque a comunidade é o principal sujeito da celebração litúrgica quando está reunida em assembléia celebrativa.

Como fazer isso? Muito simples! Basta elaborar uma boa pesquisa de campo. Perguntas breves, mais propostas de caráter opinativo, dão um retorno para ajudar na elaboração do plano de ação da Equipe Litúrgica. Não fazer essa pesquisa nas Missas, mas nos dias de formação e encontros da comunidade.

Um lembrete final

Pode ser que muita gente não sinta necessidade do plano. Então é preciso insistir. Sabe por quê? Porque em vida de comunidade nada vai adiante se não estiver bem planejado. Tenho certeza de que você concorda comigo, não é mesmo?!

BIBLIOGRAFIA

- Documento da CNBB nº 43

- “Equipe de Liturgia” – Ione Buyst – Editora Vozes

- “Pastoral Litúrgica” – Pe. Serginho Valle, SCJ – Edições Loyola

- “Dinâmica para a equipe de liturgia” – Frei Fabretti, OFM – Editora Vozes

Para mais Informações entre em contanto com o coordenador ou vice:

Katia Regina 

Coordenador

Contato:(31) 9.9857-3617

Marciléia de Freitas Esmael


Vice-Coordenador

Contato:(31) 9.9938-1030

Joanito Jerson do Nascimento

Vice-Coordenador

Contato:(31) 9.956-87631